‘… não fez o que devia ter feito, mas estava lá, ao meu lado (…) esse é o direito de ser inútil para alguém!’

Acordei com aquela sensação de atropelamento. As vezes, essa sensação medíocre te acomete nos momentos que você menos espera, ou mais clama. Acordar com a sensação de atropelamento te deixa anestesiado por umas horas…

A insegurança é o nome do motorista, o passageiro é o medo, e na placa, que não foi anotada, devia estar escrito o meu nome. Aquele caminhão tinha uma missão, me atropelar… E ele fez isso perfeitamente bem.

Num determinado período, decidi ouvir uma música e não é que foi uma ótima decisão?

Acordei. Acordei pra vida. Passou a tristeza. Passou os sentimentos ruins. Passou.  Não diria que tudo mudou 100%, mas fez sentido.

Eu sou a maior mendigadora do mundo e isso me faz mal. Porém, mais uma vez, aprendi uma coisa boa, aprendi mais uma vez o valor do tempo, da legitimidade dele.

Essa coisa chamada inutilidade. O direito de ser inútil! Ser inútil é uma dádiva, ninguém te cobra, ninguém exige nada. As pessoas possuem dentro delas inúmeras válvulas de escape, contradições e anseios, inseguranças e medos e o tempo é o único capaz de mudar tudo. Deveria ter aprendido.

Mas reaprendi.

Ontem, em uma das minhas inúmeras conversas com Deus, pedi pra que ele clareasse minha vista. Que as coisas acontecessem como Ele quer e não o contrário. Havia me esquecido como Deus é imediatista.

Hoje eu não me sinto a melhor pessoa do mundo, mas me sinto a melhor pra mim.

E, dentro de mim, aquela ‘calma’ ganhou um novo nome. Chama-se mudança. E essa mudança contínua, que se hospedou de forma tão intensa, quer mais uma vez me mostrar coisas novas que só dependem de mim.

Chega né? Chega de mendigar amor. Mas vamos proporcionar o melhor que a vida oferece: tempo. Assim, com tempo, tudo passa a fazer sentido, tudo ganha um novo significado e assim, a gente enxerga coisas antes não vistas, como o amor.

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