Numa semana qualquer, você medita sobre tantos problemas e as circunstâncias que você se encontra, que torna-se mágico qualquer forma de amor, por menor que seja.

Amar-se!

Aprendi a amar desde pequena, quando aos 9 anos segurei o meu coração em minhas mãos. Uma bolinha peluda que me acompanha desde pequenina… Essa bolinha, é metade do meu coração. É a representação de um amor verdadeiro, que não cobra, somente se doa.

Aos 15 anos, descobri que o que meus pais pudessem fazer por mim, fariam. E com todas as limitações, eles me deram o melhor dia da minha vida. 

Aos 18 anos, aprendi que amor é muito mais do que o que a gente encontra nos relacionamentos entre homem e mulher, e vivi o verdadeiro amor da amizade. Ele é um cristal. Ele quebra. Ele se vai.

Já viveu o luto? Eu já!

Aos 21 anos, pensei que já havia visto todas as formas de amor possíveis, até que a pessoa que mais me amou nessa vida, preferiu abrir mão de qualquer sentimento para viver seus sonhos. O sacrifício. 

Depois desse dia, passei a enxergar toda forma de amor. O amor dos meus pais, meus tios e avós. O amor da minha irmã e do meu cunhado. O amor dos meus amigos, o amor das pessoas que se amam, nas ruas, nas calçadas, nos filmes. O amor das histórias, o amor dos livros. O amor dos contos de fadas.

Vivenciei o amor de Deus. O amor dos fiéis. Aprendi a enxergar o poliamor. O amor sem rodeios, o amor sincero. O amor entre casais heterossexuais, homossexuais, pansexuais. O amor da internet. O amor da vida real. O desamor.

Eu só demorei pra aprender a me amar. A me adorar. A me aceitar. Demorei pra entender que se a gente não se cuida, não se abraça, não se adora, ninguém, absolutamente ninguém vai nos amar! Independentemente das inseguranças, medos e escolhas. Independente do que você faça, do quanto você faça. Do que você faça. Não importa. O amor verdadeiro, não é apego. Não é desejo. Não é algo que se troca. O amor é permitir a pessoa ir, nos deixar. O amor é permitir ser feliz, de forma egoísta, é partilhar e retribuir de forma sincera. É não esperar.

O amor é toda forma de inutilidade, de incompetência e de sinceridade que existe no mundo. Amar é deixar que alguém seja inútil, não cobrar algo pra aquela pessoa, não desejar que ela faça o mesmo por você, e mesmo que um dia ela perca o seu valor, que não possa fazer absolutamente nada por ti, tu ainda dizer “você não me serve pra nada, mas eu não vivo sem você!”.

É o amor dos nossos pais. É o amor de nossas mães. É o amor dos animais. É um amor que só se vivencia quando se permite ser, muito mais do que alguém para uma pessoa, uma pessoa melhor para si mesmo. O amor, está na alegria de sorrir, nos domingos de sol e nas paixões juvenis.

O amor está dentro de ti, pra ser explorado, deixar-se apaixonar por ai.

How could a heart like yours
Ever love a heart like mine?
How I could I live before?
How could I have been so blind?

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