sobre algumas ~não~ promessas e nada mais

algumas coisas tão perecíveis e imensuráveis acontecem com a mesma frequência que ligo e desligo meu ventilador de mesa. minha menopausa precoce aos 20 e poucos anos não me assusta tanto quanto algumas imprevisibilidades comedidas.

naquela manhã, você havia me feito prometer que talvez eu devesse te esperar pois sua viagem deveria levar mais tempo que o necessário e eu sempre estaria aqui, te esperando. inocência em achar que eu poderia fazer uma promessa dessas. ingenuidade em acreditar.

imprevisível.

me vi contando dias e (intuição bendita seja) passei a acreditar e pedir que aquilo não acontecesse. algo havia perdido o sentido e a razão quando se tornou concreto. se não fosse acontecer, tanta coisa seria diferente, mas na verdade… muitos momentos passados teriam tido outro significado caso não tivesse rolado o planejamento. até mesmo, aquelas tardes que meu pensamento pegava um avião a caminho de qualquer lugar do mundo e eu me desligava do que quer que fosse. as horas também teriam feito menos sentido, principalmente quando eu calculava fuso horário para desejar um ‘bom dia’ às 14 horas. 

imprevisível.

um dia ouvi promessas de uma viagem para outro lugar do mundo com a insensatez de um país novo do outro lado da rua. vivenciei momentos que “tá, eu posso ver…” e algumas pessoas se sentiam no direito de traçar planos – que eu não me incluía – e por fazerem isso, fizeram com que aquela ‘magia’ se tornasse a coisa mais assustadora que poderia acontecer. já se passaram meses disso tudo e ainda me assusto. também não faz tempo que “mudanças são necessárias” eram escritas. e essas mudanças tão previsíveis e tão perecíveis que mais me fazem… adotar a descrença como religião.

perecível.

 tudo muda. eu mudo. as pessoas mudam. mas eu nunca consegui acompanhar direito, como se eu vivesse em um universo paralelo, quando ao dormir e ao acordar as ideias, planos, projetos, programas, desejos, sonhos e o que quer que seja mudem. mudam rápido, mudam da noite para o dia. mudam. 

indiferença

e essa indiferença ou essa simplicidade em fazer com que as coisas sejam desfeitas me dão a sensação de urgência, como se cada coisa que eu tivesse fosse mais perecível que o tempo. fosse mais fácil de serem perdidas do que quando o cílio cai do olho e você precisa fazer um desejo. tudo acontece tão rápido, numa fração de segundo tão… tão…

que acho que preciso parar de imaginar tanto.

‘te fiz promessas que não posso apagar…’

moptop, aonde quer chegar?

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