tudo calmo. 

estive pensando no momento que consegui equilibrar tudo que eu mais desejada manter em equilíbrio e depois ficou assim, sem cor. até mesmo sentada na areia, olhando o pôr-do-sol em um lugar que há tempos eu queria estar, tudo se faz monocromático, por assim dizer.

não que eu seja daltônica, não que eu esteja de óculos de sol, mas as cores que eu enxergo não são as mesmas de outrora. o roxo que eu já usei, tantas e tantas vezes, nas unhas dos pés e o vermelho do meu batom, que já manchou a sua pele, deixaram de ter o mesmo tom.

o som do mar.

ao longe algumas aves sobrevoam o oceano ao mesmo tempo que presencio as pessoas se movendo. o que antes era plena calmaria, transformou-se em agitação. o mundo ainda gira antes mesmo que eu perceba e gosto de permanecer aqui, sentada. 

respiro fundo e sinto um alívio que vem de dentro. é como quem retorna à vida e passa a dizer e pensar o que se deseja. não que antes eu me policiasse, mas tantas vezes deixei de ser quem eu era pra agradar quem eu não devia, que as nuances dessas percepções vão tomando forma.

o vento

gosto da sensação de liberdade. gosto da pureza que o vento traz quando sopra a pele e o arrepio que deixa. gosto da presença de algo que não posso ver ou tocar, mas que me acolhe. esse é o vento. essa é a liberdade. 

ela pode ser artificial. ele pode deixar de existir já que ainda assim, existe o vácuo. mas dentro de mim há uma fagulha de alguma coisa que permite com que eu inspire e respire. não pire! olha aquele tom de azul…

maresia

o cheiro do mar é inconfundível. ele preenche as narinas e te leva para um lugar que não te pertence, mas te complementa. nele você encontra o equilíbrio entre a liberdade de partir e a vontade de ficar. como uma âncora em um cais ou um marinheiro em um porto.

sentada na areia, numa praia qualquer, com um pôr-do-sol de fundo e pessoas ao meu redor, vivendo a sua pequenez e cada um com sua infinitude, uma nova paleta de cores surge. da mesma forma que a escuridão me assombra, sei que ao nascer do sol, as cores que antes não enxergava, ganham um novo significado.

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