‘os amores desgraçados ao menos costumam render belas histórias.’

meio que todo mundo assume um papel nessa vida, pelo menos, eu sempre pensei assim. e eu não sei que papel eu assumi ou onde eu me encaixo no que a gente tá fazendo de forma inconsciente um com o outro, mas não gosto do que eu prevejo.

eu, que sou tão contra problemas e deixei de enxergar as coisas pelo lado bom(por mais que exista um lado bom em tudo que me acontece), prefiro que o lado bom seja “não ter problemas” e você é como uma bomba-relógio pra mim. eu prevejo isso, eu sinto (bem no fundo, mas bem no fundo, de alguma forma espero estar enganada).

só que bem antes que você seja uma bomba-relógio, eu quero tanto essa bomba para mim, espero tanto que seja algo meu que isso eu não consigo dizer se me assusta, me surpreende ou simplesmente me anestesia, o que eu sei é o que eu sinto quando você está por perto e a efêmera alegria de ver uma mensagem sua no celular.

sei quais são as pequenas doses homeopáticas de prazer quando você, por algum segundo está diante de mim, quando eu tenho sua atenção… e que porra é essa que eu passei a sentir por você? sei apenas que entra em um quesito que eu sempre levei em consideração e que grita dentro de mim, hoje e sempre. eu sempre, sempre, sempre vou gostar mais de mim e, quando o assunto é você, me falta um sangue frio ou uma dose de loucura pra entrar sem paraquedas na sua vida.

ser coadjuvante dessa história, em um roteiro que me cabe tão bem, é como aceitar a ser estagiária depois de anos de profissão. eu não vivi tanto e não aprendi tanto e muito menos, cresci tanto pra dar 80 passos pra trás e repetir os mesmo erros.

não é boicote, é lógica.

é a dor no peito que eu sinto, quando você fala alguma coisa que não se remete a mim, é a sensação da facada de quando eu sinto que eu posso ter o que eu quero. é mais uma ‘vontade’ comedida e um tiro certeiro em uma roleta-russa. de tudo de ruim que poderia acontecer e eu sabia que isso poderia acontecer, a pior parte é imaginar que eu me veria em uma história como essa, de novo. só que dessa vez, eu não assumi um risco, eu não fui surpreendida ou fingi demência. eu nem sei direito o que eu fiz dessa vez, já que cada vez que meu coração para de bater, um silêncio funesto surge e quando abro olhos, é você quem eu vejo.

eu tenho a opção de escolher mas entre todas as alternativas a pior é ser apenas um telespectador. estar na platéia e uma vez ou outra, aplaudir, vaiar, rir ou me emocionar com essa história.

e sim, se você ir saber, eu me apaixonei por você!

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