talvez você nunca leia isso, e eu nem sei se quero que leia, mas… de todas as coisas que já escrevi um dia, de longe, esta é uma das mais verdadeiras.

recentemente li uma frase que dizia “quando tudo perde o sentido e não há mais justificativas, é amor” e é isso que eu sei, da forma mais sincera que possa existir no mundo, que eu sinto por você.

é um sentimento bom, é bom ter você aqui. dentro de mim a capacidade de amar é algo tão genuíno e diferente, que se torna conflitante. eu escolhi ME AMAR e passar a dividir o amor que eu sinto por você, foi uma das melhores escolhas que fiz nessa vida.

não sabia e nunca soube dizer o quanto seria descontrolável. é um amor! não é paixão, não são expectativas e muito menos um sentimento que eu possa descartar. de novo, é bom te ter dentro de mim.

mas todos os dias, eu me sinto anestesiada e com todos os conflitos que possam existir nesse mundo que conhecemos e todos os demais mundos ainda não conhecidos, universos e mais universos paralelos a essa realidade de que nos comprime tanto, o que eu mais sinto vontade é de sumir e fugir de você. te ver e lembrar de cada segundo que vivemos um dia, desde os dias mais bobos até os dias que você brigava para estar do meu lado, me fazem falta. eu sinto sua falta.

sentir a sua falta me sentencia a morte.

e é nesse exato momento que eu respiro fundo e passo a pensar em tanta coisa, em tanta coisa, em tanta coisa…

me desculpa! eu queria não gostar de você, mas eu gosto. eu queria não rir das suas piadas ou da sua cara de sono, mas eu rio. eu não queria sentir que eu combino tão bem com você quanto eu sei que combino. eu… eu não queria me sentir acolhida com o som da sua risada e nem me acalmar com o som da sua voz. eu não queria comemorar quando você aparece e também não queria me aliviar quando você desaparece. eu não queria pensar em você… e nem que nosso abraço, ah… o nosso abraço, eu não queria que se encaixasse tanto.

eu não queria lembrar da sua respiração, do cheiro do seu cabelo ou da temperatura da sua pele. eu não queria sentir a força que me faz querer me aproximar de você, esbarrar em você, tocar em você.

e acima de qualquer coisa, eu não queria que isso tudo não fosse correspondido. eu não queria os planos, eu não queria os sonhos, eu não queria a música, nem as manias, e muito menos um pedaço de papel guardado na carteira que me lembra de um dos dias que eu mais me senti feliz esse ano.

mas eu sinto tudo isso e não consigo não deixar de sentir saudades. e eu espero que passe, como tanta coisa já passou na minha vida… e essa é a minha forma de desistir, pois como você mesmo me disse “não me espere”. como você mesmo me disse “eu me arrependo de não ter conseguido me controlar tanto”. como você mesmo disse “eu preciso desse tempo, desse espaço, desse respeito… eu não quero ficar com você!”.

me desculpa. eu não consigo…

de repente, não mais que de repente.

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