Já passou ou sentiu a necessidade de querer comparar algo incomparável e descrever o indescritível? Quando você quer mensurar o imensurável e moldar…O que você não conhece a forma… Pelo menos, não ainda?

Estive pensando… Na verdade, sinto que há dias não penso em outra coisa a não ser em você. Como é bom ficar com você aqui e como viver esses instantes que estamos juntos e que não precisam ser classificados me fazem bem. Quando não sinto a necessidade de provar que sou algo que você espera que eu seja, me limitando a ser quem eu gosto de ser. Eu. Normal.

Quando eu vejo que aos poucos, cada coisinha que eu sei que existe dentro de mim desencadeia uma chuva de emoções, quando sentar do seu lado e beijar a sua mão enquanto você presta atenção em alguma outra coisa, é uma forma de gritar que eu quero que você fique aqui.

Que você me faz bem e que eu me sinto egoísta o bastante por sentir que eu mereço isso, mereço ser feliz, mereço tanto por tudo e que retribuir toda essa felicidade que eu sinto é algo que não cabe em mim, eu só quero fazer. Só quero ser. Só quero estar… Seja do seu lado, de mãos dadas, de mau humor ou rindo feito boba. É bom, é bem bom. E eu tenho pensado nisso… Nessa alegria que a gente sente, que não é medida, que não é classificada, que só existe quando eu encosto a cabeça no travesseiro e penso em uma piada sua (ruim, por acaso) ou quando eu lembro que tantas vezes desejei não ter que me preocupar com alguém e senti alívio por isso… Mas com você, é tudo tão diferente que é mais fácil. É bem mais fácil…

Dá medo? Lógico! Todos os dias. Quando penso que não sou tanto que eu gostaria de ser ou até mesmo que “um homem tão bonito precisa de uma mulher à altura”, só que toda vez que estamos juntos, deitados, suados, nos olhando… É bom. É onde eu me encaixo. É quando as cortinas se abrem e a cena começa… Um espetáculo, eu diria… E te ver do jeito que eu vejo, mesmo até tão humano, sem aquela nuvem que não se depara com defeitos e não cobra que seja diferente, é… Diferente.

Um nó se faz no estômago, um medo me doma e as mãos suam. Eu olho o relógio, uma, duas, três vezes… Você desfila pelado dizendo que vai “mijar” e eu rio por dentro pensando “que ele volte me olhando e sorrindo” e mais do que isso, você volta, me beija, sorri e me abraça… Sussurra no meu ouvido e eu me arrepio. Sorrio.

Na minha perspectiva, você não poderia aparecer em melhor hora.

Só que aos poucos, bem aos poucos, eu vou me soltando dessas coisa que me segura pra não te chamar de amor, dessa birra de não sorrir quando você aparece e dessa forma de negar que eu realmente estou apaixonada, só pelo pavor de assumir que essa paixão, não é daquela avassaladora… E não é ruim! É a melhor. De longe, é a melhor forma de gostar de alguém.

Como diria Chico Buarque, “me chegou como quem chega do nada…” e fique! Não existem formas nomeáveis que traduzam como eu me sinto. E de tudo que eu já pensei em dizer, acho que posso resumir em uma palavra: obrigada.

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