Adeus!

Não é usual começar uma carta se despedindo, mas cabe à você a escolha de ler até o final ou apenas rasgá-la e jogá-la no lixo. Não te incentivo a ler até o final, muito pelo contrário, talvez na expectativa de que essa carta traga uma mensagem boa e isso não aconteça, pode ser que faça você sofrer. Mas não tenho tanta certeza disso…

Bom, voltando…

Adeus!

Peço desculpas por não fazer isso pessoalmente, mas você sempre esteve tão ocupado em viver a sua vida e acabou esquecendo que em parte, numa parcela dessa sua vida, eu fazia parte. Me sinto lisonjeada, mas cansei de esperar. Esperar pelos finais de semana, pelos telefonemas e pelas inúmeras vezes que disse coisas e meias verdades e não ouvi nada, absolutamente nada. Apenas o silêncio.

Talvez seja por esse motivo, justamente por esse motivo, que resolvi partir. Sabe, comprei uma passagem aérea para um destino qualquer. Vou para outro lugar conhecer pessoas diferentes e que podem me trazer a doce alegria que é viver a vida que eu sonho pra mim. A vida de viajante. 

Você tem seus sonhos e planos, mas mesmo que você me inclua neles, eu não me sinto inclusa. É como se eles já fossem pré-programados e planejados em algum momento de um passado qualquer, que por eu ter aparecido e encaixado, fizesse sentido que eles me pertencessem. Sorte minha não me sentir parte desse seu plano, mas não inclua as pessoas assim, nem todas estão dispostas a viver suas expectativas. Elas são suas!

Mas confesso que errei também, comigo, não com você. E esse erro foi insistir e achar que dentro de minhas convicções eu poderia me adequar ao que você espera que eu seja. Eu sei que você não espera muito e eu tão pouco quero te desmotivar, mas eu não me sinto entusiasmada a te surpreender. 

Algumas coisas suas eu vou carregar na mala, entre risadas e algumas piadas, escolhi um tom de roupa que eu gosto quando você usa e, uma ou outra mania sua que peguei pra mim. Elas fazem bem parte do que eu vivi com você e que foi muito bom, muito. Eu amei cada momento que estive ao seu lado, amei mesmo. Amo. Guardo todos e não tenho um ruim que me venha à mente. Eu só sei que, todas as vezes, eu tive que lembrar o lugar que estava ocupado, que nunca foi um de “se orgulhar” e… Quando eu esquecia, você de alguma forma, cuspia na minha cara o que já havíamos discutido uma, duas, três ou vinte mil vezes.

Eu amo você. De um jeito bem genuíno e que eu sinto que me faz bem. O que me faz mal é justamente domar esse sentimento que eu preciso que esteja guardado, pois… Ele não vai ser correspondido, nem hoje e nem nunca. 

Mas tudo bem. Foi bom te conhecer.

Um comentário em “Despedida

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