Zero e um

É engraçado, lembro de nós dois como em um retrato bonito. Combinávamos. E essa minha mania de poetizar nossa história, faz com que algumas expectativas nem existam e eu consiga lidar com essa perspectiva que faz com que eu acredite que a gente não dê certo. É um plano bem elaborado pela minha mente.

Não é por mal, não é pessoal. Eu sou assim. Aprendi que em algum momento da vida você deixa de esperar que a pessoa fique e que a escolha não cabe à você, é dela. E antes de ser dois, você é zero e um. Você é um nada que se escreve com o passar do tempo, que constrói sua vida com base nas suas perdas e conquistas… Que aprende a esperar.

Me recordei das nossas risadas e das muitas perguntas clichés de casais apaixonados e me dei conta das improváveis ideias pré-concebidas que eu tinha, e como tem tanta coisa nessa vida que eu não quero pra mim e o quanto o que muitas vezes se quer, não é racional, nem tampouco irracional. É o que esperam de você!

Entre todas as coisas que eu quero, uma delas é onde minha maior alegria seja permitir ser quem eu adoro ser: eu mesma. Ser eu antes de sermos nós. E mesmo que não exista nós e eu construa algo com uma outra pessoa, você seja você e conquiste o mundo com um outro alguém, eu não deixo de ser eu. Esse alguém que por vezes, você insiste dizer que não merece.

Meritocracia não cabe na definição de amor. 

Até por que, entre todas as nuances do amor, ele não se baseia no mérito. Não temos tudo que achamos que merecemos. Temos quem escolhemos ser. A gente escolhe quando queremos amar.

É triste quando não acontece. Quando escolhemos e não somos escolhidos. Quando sentimos e o outro não é tocado e é por isso que escolhemos, escolhemos até cansarmos, até deixarmos de nos preocupar, é até nos tornamos um. E quando nos tornamos um a vida tem mais sabor. Você nota o amor nas pessoas, a vida resplandece com um novo jogo de cores e no final, alguém surge com um amor maior que você pudesse imaginar.

E nessa constante que chamamos de vida, mesmo que eu ame você, algo em mim diz que nós não damos certo. Não por defeito, não por falta de sintonia. Mas parece que quando alguém acredita que ser dois é muito, ser zero e um é melhor do que não ser nada. Quando somos muito para nós mesmo, a vida devolve com um abraço. Com um abraço de despedida e com um toque de recomeço.

Assim a gente sempre começa uma história. Uma nova história.

Peguei até o que era mais normal de nós e coube tudo na malinha de mão do meu coração – Liniker.

 

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