…eu vi no espelho, tá lá no evangelho, garantem os orixás. Serás o meu amor, serás a minha paz!

escrever algo para você que aos poucos vai deixar de lembrar, não é algo que seja do meu agrado. até mesmo porque você, em determinados momentos, fará coisas que eu não concordo e que eu não quero.

era noite e você me olhava como se eu fosse a oitava maravilha do mundo, e eu me sentia assim, eu me permitia. e isso me fez me sentir bem, como se tudo que eu lutasse tanto para aprender, passasse a fazer sentido, já que em algum momento você tinha me aceitado.

sorri com a ideia de passar o fim do ano com você, viajando para a praia. mesmo que por vezes eu dissesse o contrário, eu talvez tivesse que ter dito tudo que eu pensava  e que não saia. era estranho. em parte, eu sabia que eu poderia me machucar. o famoso tiro no pé que todo mundo dá quando sente que gosta de alguém. eu gostava.

loiro, moreno. alto, baixo. gordo ou magro. eu já havia experimentado tantas pessoas, tantos homens. mas poucos me faziam bem. você foi o único que me fez me sentir que eu era eu mesma. o único.

eu não faço questão de ficar por perto, mas por mim, eu te veria todos os dias incansavelmente, mas de novo, o meu bom senso fazia com que eu agisse com cautela, com modéstia. de novo, de novo.

eu me preocupava, eu ansiava. eu queria, eu brigava… mas eu não transparecia absolutamente nada para você, queria que aos poucos você entendesse que eu posso ser mais ainda do que eu sou capaz de mostrar. aos poucos, eu diria para mim mesma: é fácil amar esse homem.

era, era, era…

tem dias que a gente acorda com a cara amassada, olhos inchados e sonha para que o que tenha acontecido, fosse sonho. o gosto da mágoa, da incredulidade, do soco no estômago. tem gosto, é amargo. e o choro, doído.

eu já me despedi outras vezes. me surpreendi com atitudes que eu não tomaria. será que eu seria capaz de algo assim? eu gostava, eu gosto. eu queria, eu quero. e um misto de tristeza e saudade me faz crer que o ideal, o ideal mesmo, é sumir. é mudar.

todavia, como diz aquele trecho que tanto adoro do soneto que sei de cor… “De repente, não mais que de repente.”

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