conceitos;

Ela acordava todos os dias com objetivos diferentes. Seja por ser quem ela é, seja por ter tido um sonho inusitado durante a noite. Ela era assim! De manhã, se arrumava para brilhar, seja com um chinelo ou um salto alto e, às vezes, consumia inúmeros chocolates como também suas barrinhas de cereal, para se manter em forma. Contraditória!

Ela gostava de cores, de música, da noite e de tomar sol. Ela gostava da pele no seu tom natural e da marca de sol de “pele queimada”. Ela gostava de seus cabelos, como também os odiava. Ela se trocava, se achava magra ou gorda demais, mas diversas vezes, se enxergava melhor do que ela poderia prever. Ela estava ótima!

Tinha dias que bebia vinho em um restaurante caro e em outros, mendigava o preço do litrão para que ele ficasse o mais barato possível.

Passa no crédito à vista!” e “aceita VR?” eram suas frases favoritas.

Ela gostava, ela comprava! Se presenteava, se besuntava… Ela se cuidava! Ia ao médico, à academia. Fazia aula de dança, de aeróbico. Ela se apaixonava, se encantava. Era ela. Ninguém mais faria isso por ELA!

Tinha dias que chorava, de tanto rir ou de se magoar. Era forte. Olhava nos olhos, enxergava o que ninguém quer ver. Andava, desfilava. Dava mole para o carinha da academia ao mesmo tempo que só se interessava pelos intelectuais. Dançava ao som de qualquer música, não tinha preconceitos ou conceitos pré-concebidos de coisas que não se julgava capaz de dizer.

Em paz!

Ela ria e passava os dedos no cabelo, buscando um conforto que as vezes não encontrava em si. Uma mulher como ela deveria sentir saudade de se aninhar nos braços de alguém. Depois de tanto tempo em busca de alguém, que suprimisse sua vontade de se sentir desejada, apenas passou a querer desejar alguém. Tornou-se fria como gelo, forte como pedra e seu coração, algo impenetrável.

A liberdade que havia conquistado não podia lhe ser tirada. Aos poucos as pessoas passam a julgá-la como quem não quer ser amada. “Mas, mas… Como que chegamos nessa conclusão, não é mesmo?”.

Existem dias que não são fáceis, ela buscava em suas contradições respostas de perguntas que não sabia fazer. Tinham dias que as memórias lhe roubavam a paz, e ela lembrava do seu riso fácil e em como era tola em acreditar nas possibilidades que lhe foram tiradas. Talvez se apenas aceitasse ao invés de lutar por coisas melhores, a vida lhe atingisse menos. Talvez se ela começasse a acreditar em contos de fadas, as princesas seriam suas heroínas e as heroínas, fortes e imponentes, seriam apenas quem ela não queria ser.

Ela não era comum, ela era diferente de tudo que se via por aí, mas muitas vezes, não sabia compreender, por que nem todo mundo a enxergava como ela é e estava genuinamente cansada de se mostrar ser bem mais do que capaz! Ela tinha o mundo em suas mãos, só sentia falta de andar de mãos dadas com alguém. 

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