O que eu pensei. Talvez seja um desabafo e um momento, como os outros que já vivi, de profunda revelação e que pensei que poderia fazer hoje. Logo cedo. Num momento qualquer. Desde que aprendi a me expressar com as palavras, passei a não apenas procurar o que é sincero para ser dito, como também o que é de coração. Não falo em vão. Não faço em vão. Eu credito à minha fala o poder de ser autêntica. A autenticidade que deve ser de coração. Abrir minha alma e me expor. Abrir meu coração e dizer “é isso”. Ser eu, com todas as cláusulas mais determinadas possíveis. Dizer. Expor.

Nos últimos dias revisitei nossa história e passei a ter medo se de alguma forma a deixei mais bela e menos real em minha mente apaixonada. Passei a olhar o que de fato você me disse. Se não amenizei algo. Se não deixei passar algo. Não! Tenho clareza quanto à isso, mas já dissemos tanto um ao outro, que ainda assim a impressão que me causa é que falta alguma coisa. Faltou mais do que um “senti sua falta”, talvez eu quisesse saber de ti se ao invés de sentir minha ausência, você viu que quer mesmo ficar comigo. Que os receios e bloqueios podem ser superados. Se nós podemos caminhar juntos nessa.

Queria saber se você diria “eu também” ao invés de apenas sorrir. Uma sensação de incerteza me passou. Me magoou. Me fez transitar por momentos que quis me sentir segura. Talvez seja meu apenas, talvez seja nosso. Talvez nos falte mais do que temos. Talvez, apenas sejamos inquietos. Silenciosos. Talvez.

Talvez essa sensação de “perda” nos afunde mais. Talvez o momento de parar seja agora. Talvez. São vários. E meu silêncio compactua com isso. Minha vontade em não dizer, em apenas ouvir. Queria ouvir de você o que eu não disse. Queria até mesmo que você afirmasse que é tudo loucura minha. Que minha loucura se mantenha. Que eu continue gritando por aí. Queria que você entendesse que não tá certo. Que não é assim. Que precisamos falar e dizer um ao outro “é com você que quero ficar” e, nos vermos. Nos beijarmos. Falarmos. Rirmos. Sairmos.

Preciso me reinventar. Preciso reaprender. Preciso buscar em mim uma maneira de entender que não sou eu. É nós. Que você não quer, por mais que eu queira. E que se de alguma forma eu tenho esperança de que algum dia, o hoje mude, você pode não ter. Não querer. Ser apenas uma válvula de escape. Ser o passado. Ser pretérito imperfeito.

Me silencio. Pois tenho medo do seu silêncio. Me aquieto. Pois prefiro controlar o meu barulho do que não ouvir algo de você. Me dissipo. Me extingo. Me aprisiono com meus pensamentos e meus sentimentos. Sinto amor. Sinto uma conexão. Sinto uma verdadeira tristeza. Sinto alegria. Sinto tudo. Sinto muito. Sinto que sinto mais do que previa. Sinto que gosto mais do que imaginava. Sinto que sou mais do que posso ser. Sinto que posso lhe dar o mundo. Sinto que o mundo te pertence. Sinto que sou o que sou por uma série de qualidades. Sinto que meus olhos traduzem sentimentos. Sinto que minhas bochechas tremem. Sinto que você pode amar mais do que imagina. Sinto que você tem medo de amar. Sinto que você tem um amor pré-definido em sua mente. Sinto que…

Talvez. Eu devesse parar.

Eu só queria escrever sobre o que pensei hoje de manhã. Sobre sermos dois. Sobre o dia que te vi pela primeira vez e sobre a saudade que já estou sentindo de você.

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